Principais dados da ação da Credo
- Preço atual: US$ 265,55
- Preço-alvo (médio): ~US$ 705
- Preço-alvo do mercado: ~US$ 270
- Retorno total potencial: ~166% (ao longo de ~4,8 anos)
- TAR anualizada: ~23%/ano
- Reação aos resultados: +1,28% (1º de junho de 2026)
- Queda máxima: 53,59% (30 de março de 2026)
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O que aconteceu?
Credo Technology Group (CRDO) fechou com alta de 9,77% na segunda-feira, a US$ 265,55, dando continuidade a uma sequência de alta que tem impulsionado a ação durante a maior parte do verão. O que impulsiona essa alta é uma enxurrada de análises otimistas: até o final de junho, Wall Street elevou suas metas de preço em bloco, com os números mais recentes situando-se entre US$ 325 e US$ 350, bem acima do valor atual de negociação das ações. No entanto, há um segundo sinal que complica o quadro. Até junho, todos os executivos da Credo que negociaram ações foram vendedores. O CEO, o CFO, o CTO, o diretor jurídico e um membro do conselho registraram vendas no valor total de US$ 76,9 milhões, e nenhum deles comprou uma única ação no mercado aberto.
O momento em que isso ocorreu é a nuance que importa. Essas vendas por parte dos executivos ocorreram em junho, a preços entre aproximadamente US$ 206 e US$ 250, antes da alta desta semana para US$ 265. Portanto, não se trata de uma liquidação por parte da diretoria aproveitando a alta de segunda-feira. Trata-se da diretoria reduzindo gradualmente sua participação durante a alta, mesmo enquanto os analistas continuavam elevando suas metas. A questão que o mercado precisa avaliar é em qual sinal confiar: em Wall Street, que aposta em US$ 350, ou nas pessoas que dirigem a empresa e, discretamente, foram retirando suas participações algumas semanas atrás, quando o preço estava 20% mais baixo.
Por que Wall Street se tornou agressiva em relação às ações da Credo
O argumento otimista se baseia em resultados difíceis de contestar. A Credo divulgou receita no ano fiscal de 2026 de US$ 1,335 bilhão, um aumento de 206% em relação ao ano anterior, com a receita do quarto trimestre, de US$ 437,0 milhões, superando por si só o total das vendas da empresa no ano fiscal de 2025. O lucro diluído não GAAP ficou em US$ 1,16 por ação no trimestre, superando a estimativa de consenso de US$ 1,03. A reação das ações à divulgação de 1º de junho foi estranhamente moderada, com alta de apenas 1,28%, pois a alta prévia aos resultados havia sido muito acentuada.
Os aumentos nos preços-alvo ocorreram posteriormente e se concentraram em um curto período. A Evercore ISI iniciou a cobertura em 22 de junho com uma classificação “Outperform” e um preço-alvo de US$ 325. No mesmo dia, a Stifel elevou seu preço-alvo para US$ 350 após reuniões de vários dias com a administração. O BofA seguiu o movimento em 23 de junho, elevando seu preço-alvo para US$ 340 e vinculando a previsão a uma perspectiva mais forte de demanda por semicondutores até 2030. Para uma ação cujo preço-alvo médio do mercado girava em torno de US$ 270, três novos valores acima de US$ 325 deram aos compradores impulsionados pelo momentum um motivo para continuarem pressionando.
O motivo pelo qual os analistas estão valorizando a ação é uma segunda linha de negócios que se soma à primeira. A Credo construiu sua reputação com os cabos elétricos ativos (AECs), cabos curtos de cobre com processadores de sinal integrados que conectam GPUs a switches dentro de racks de IA. Na Conferência Global de Tecnologia 2026 do Bank of America, em 4 de junho, o CEO Bill Brennan rebateu veementemente a ideia de que o cobre seja um beco sem saída. “Será um mundo heterogêneo”, argumentou ele, referindo-se ao fato de que as soluções de cobre e ópticas conquistarão partes diferentes da rede, em vez de uma substituir a outra. Essa reformulação é importante porque transforma um teto percebido em uma pista de decolagem.
Brennan foi além ao abordar a oportunidade no setor óptico. Ele afirmou que três linhas de produtos ópticos — DSPs ópticos, chips de fotônica de silício e a ZeroFlap Optics — crescerão, cada uma, para mais de US$ 100 milhões e, juntas, ultrapassarão US$ 600 milhões no ano fiscal de 2027. A Credo concluiu, em 28 de maio, a aquisição da DustPhotonics por cerca de US$ 750 milhões, trazendo a fotônica de silício (chips que transmitem dados usando luz) para dentro da empresa. O diretor financeiro Dan Fleming apresentou o retorno financeiro de forma clara: a receita do ano fiscal de 2027 deve crescer mais de 80%, enquanto as despesas operacionais crescerão cerca de 50%, pois, como ele mesmo disse, “há uma alavancagem contínua no modelo”. Um segundo motor que cresce mais rapidamente do que a empresa, com custos que ficam atrás da receita, é o tipo de estrutura que gera um múltiplo de crescimento.

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O sinal que aponta na direção contrária
Eis o que os aumentos nas metas deixam de fora. Enquanto os analistas elevavam as projeções até junho, a própria diretoria da Credo estava vendendo ações. O CEO Bill Brennan vendeu 54.984 ações em 5 de junho por cerca de US$ 12 milhões. O diretor financeiro Dan Fleming vendeu 40.000 ações em 11 de junho por aproximadamente US$ 10 milhões. O diretor de tecnologia (CTO), o diretor jurídico e um membro do conselho de administração também venderam ações. No total, os acionistas com informações privilegiadas venderam US$ 76,9 milhões em ações no último trimestre, e não houve compras no mercado aberto. Esses acionistas ainda detêm cerca de 11,84% da empresa, portanto, trata-se de uma redução da participação, e não de uma saída.
É importante considerar o contexto antes que alguém tire conclusões precipitadas. Essas vendas ocorreram por meio de planos da Regra 10b5-1, programas pré-estabelecidos que programam negociações com antecedência para evitar a aparência de agir com base em informações privilegiadas, e a equipe de liderança recebeu grandes prêmios em ações em maio, o que mantém seus interesses fortemente alinhados. Portanto, a venda não é, por si só, um sinal de alerta, e executivos de ações em rápida valorização vendem por meio desses planos rotineiramente. O que isso faz é moderar a ideia de que as pessoas mais próximas do negócio enxergam o mesmo potencial de alta unidirecional que as metas de US$ 350 sugerem. Quando pessoas com acesso a informações privilegiadas reduzem suas participações de forma constante durante uma alta, e os analistas seguem essa tendência, a interpretação razoável é que o dinheiro fácil provavelmente já foi ganho.
Essa tensão se reflete diretamente na avaliação. A Credo é negociada a um EV/EBITDA NTM de cerca de 37x, contra uma média do setor de semicondutores próxima a 32x. Com base na receita futura, a Credo está em cerca de 20x, contra uma média do setor próxima a 11x. A Marvell, sua rival mais próxima no setor de conectividade, é negociada a cerca de 44x o EBITDA futuro, enquanto a NVIDIA fica em cerca de 16x. Esse prêmio se justifica? Em termos de crescimento, o argumento se sustenta: a CAGR (taxa composta de crescimento anual) da receita projetada para os próximos dois anos da Credo, de cerca de 65%, é mais rápida do que a de qualquer empresa de grande capitalização do setor, e uma empresa que triplica sua receita enquanto mantém margens brutas de 68% merece um múltiplo mais alto. O risco é que uma ação com preço tão elevado quase não tenha margem de segurança. Qualquer desaceleração, mesmo que seja de um desempenho extraordinário para um meramente forte, comprime fortemente o múltiplo, e o beta dessa ação está acima de 3.

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Análise Avançada do Modelo TIKR
- Preço atual: US$ 265,55
- Preço-alvo (médio): ~US$ 705
- Retorno total potencial: ~166%
- TIR anualizada: ~23%/ano

Utilizando o cenário médio da TIKR, concretizado no final do ano fiscal em 30 de abril de 2031, o modelo aponta para um preço-alvo de cerca de US$ 705, um retorno total de aproximadamente 166% ao longo de cerca de 4,8 anos e uma TIR anualizada de cerca de 23% ao ano. Esse valor está bem acima da média do mercado, de cerca de US$ 270; portanto, considere-o como um resultado de modelo de longo prazo, e não como uma previsão para os próximos 12 meses.
A meta se baseia em dois fatores que impulsionam a CAGR da receita: a adoção contínua no setor de AEC (Arquitetura, Engenharia e Construção), à medida que as operadoras de nuvem Neo ampliam a base de clientes, e a expansão da ZeroFlap Optics, da fotônica de silício e dos DSPs ópticos rumo à meta de mais de US$ 600 milhões para o ano fiscal de 2027. O fator determinante para a margem é a alavancagem operacional, com a administração visando margens líquidas não GAAP próximas a 50%, à medida que a receita supera as despesas. O principal risco é a concentração de clientes, já que um punhado de hiperescaladores ainda gera a maior parte da receita e qualquer pausa nos investimentos em IA afeta duramente uma empresa de alto beta.
- Potencial de alta: Se o negócio óptico crescer conforme o planejado e as nuvens Neo atingirem 20% da receita, a Credo alcançará a TIR (Taxa Interna de Retorno) na casa dos 25% projetada pelo modelo.
- Risco de queda: se a expansão do negócio de óptica atrasar um ou dois trimestres, o múltiplo elevado se comprimirá e as ações perderão grande parte de sua alta recente.
Conclusão
O próximo dado concreto será o relatório do primeiro trimestre fiscal de 2027 da Credo, previsto para 2 de setembro de 2026, com receita estimada entre US$ 465 milhões e US$ 475 milhões. Um cenário positivo seria um resultado acima de US$ 475 milhões, com margens brutas se mantendo na faixa alta dos 60% e a administração apresentando os primeiros números concretos em relação à meta de US$ 600 milhões para o setor óptico. Um cenário ruim seria uma revisão para baixo da previsão ou uma queda na margem para a faixa média dos 60%, o que daria aos pessimistas a prova de que estavam certos e deixaria uma ação negociada acima das metas de seus próprios analistas em uma posição muito vulnerável. Fique de olho nesse número. Ele indica se os insiders agiram antecipadamente ou se o mercado estava certo em seguir a tendência.
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